STF julga deputados acusados de cobrar propina por emendas

A 1ª Turma do STF começa a julgar nesta terça-feira (10) a ação penal (AP 2.670) contra deputados federais acusados de irregularidades na destinação de emendas parlamentares. Ao todo, oito pessoas são rés no processo, entre elas os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e osuplente Bosco Costa (PL-SE).

A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que os parlamentares integravam o “núcleo central” de uma organização criminosa voltada à cobrança de propina em troca da liberação de recursos do Orçamento para municípios.

O julgamento está previsto para ocorrer em três sessões da 1ª Turma: duas na terça-feira (10), às 9h e às 14h, e uma na manhã de quarta-feira (11). O relator do caso é o ministro Cristiano Zanin.

Acusação de esquema com emendas

Segundo a denúncia apresentada pela PGR, entre janeiro e agosto de 2020 os parlamentares teriam solicitado R$ 1,6 milhão ao então prefeito de São José de Ribamar (MA), Eudes Sampaio, como contrapartida pela destinação de R$ 6,67 milhões em emendas parlamentares ao município.

O valor pedido corresponderia a cerca de 25% do total das emendas destinadas à cidade.

De acordo com a acusação, o grupo atuava de forma estruturada e com divisão de tarefas para obter vantagens financeiras a partir da destinação de recursos públicos. A PGR afirma que o núcleo político da organização seria formado pelos deputados Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e Bosco Costa.

Além dos parlamentares, também respondem ao processo João Batista Magalhães, Thalles Andrade Costa, Antônio José Silva Rocha, Adones Nunes Martins e Abraão Nunes Martins Neto.

Crimes investigados

Os deputados são acusados de corrupção passiva e de participação em organização criminosa. A corrupção passiva ocorre quando um agente público solicita ou recebe vantagem indevida em razão do cargo.

A pena prevista para esse crime varia de dois a 12 anos de prisão, além de multa. Já o crime de integrar organização criminosa tem pena de três a oito anos, também com multa, podendo ser agravado quando há participação de agentes públicos ou liderança no grupo.

Além da condenação, a PGR pede que o Supremo determine a perda das funções públicas dos envolvidos e fixe indenização mínima por danos morais coletivos.

Como será o julgamento

Pelo rito do STF, a sessão começa com a leitura do relatório do caso pelo relator, ministro Cristiano Zanin. Em seguida, a Procuradoria-Geral da República apresenta a acusação.

Depois disso, os advogados dos réus fazem suas sustentações orais.

Encerrados os debates, os ministros da 1ª Turma apresentam seus votos. A decisão será tomada por maioria simples — ou seja, ao menos três dos cinco integrantes do colegiado.

Se houver condenação, o relator propõe a pena a ser aplicada, que será discutida pelos demais ministros. Em caso de absolvição, o processo é arquivado. Em ambos os cenários, ainda cabem recursos dentro do próprio Supremo.

O que dizem as defesas

Durante a tramitação do processo, as defesas negaram as acusações.

Josimar Maranhãozinho afirmou ao STF que as acusações da Procuradoria são “frágeis e desfundamentadas”. A defesa de Bosco Costa sustenta que a denúncia se baseia em diálogos de terceiros e em anotações manuscritas que não teriam relação com o ex-parlamentar.

Já os advogados de Pastor Gil argumentam que as provas obtidas na investigação seriam ilegais, porque o caso deveria ter sido iniciado diretamente no Supremo, e não na Justiça Federal do Maranhão.

Este é um dos processos mais avançados no STF envolvendo suspeitas de irregularidades na liberação de emendas parlamentares. Outros casos semelhantes ainda tramitam na Corte sob diferentes relatorias.

Por Carlos Brandão

 

Quem conhece o Maranhão de perto sabe que há algo em comum em quase todas as histórias de superação do nosso estado: a presença de uma mulher firme, trabalhando, cuidando, liderando.

A mulher maranhense sempre foi uma força silenciosa que sustenta o nosso desenvolvimento. No campo, por exemplo, elas são protagonistas da agricultura familiar: produzem, organizam associações e participam da venda coletiva. Em muitas comunidades, são elas que mantêm a economia girando; são elas que mantêm viva a produção que chega à mesa das famílias maranhenses.

Também vemos crescer, a cada ano, a presença feminina em espaços de liderança: na política, na gestão pública, na organização de manifestações culturais e em tantas outras áreas da vida social.

Esse avanço ainda enfrenta desafios, mas é um movimento irreversível e necessário para construirmos um estado cada vez mais justo.

A história do Maranhão é, em grande parte, a história das suas mulheres. Basta olhar para a nossa própria trajetória. Quando Maria Firmina dos Reis publicou Úrsula, no século XIX, abriu caminho em um tempo em que quase não havia espaço para mulheres na literatura brasileira.

Já em nossa geração, outra maranhense pisaria em palcos do Brasil e do mundo levando consigo o sotaque, a cultura e o orgulho desta terra. Alcione transformou talento em reconhecimento, sem nunca deixar de afirmar de onde veio.

Esses exemplos nos ajudam a lembrar que a força das mulheres sempre esteve presente na construção do Maranhão. Mas reconhecer isso também exige ação concreta. E realizamos, entregamos, estivemos presentes, pela grandeza de cada mulher.

Nos últimos anos, temos ampliado as políticas públicas voltadas às mulheres. A rede de enfrentamento à violência foi fortalecida, as Patrulhas Maria da Penha ganharam mais presença e as Carretas da Mulher Maranhense passaram a percorrer diferentes regiões levando atendimento de saúde a quem, muitas vezes, não tinha acesso a esse tipo de serviço.

Também avançamos em iniciativas que ajudam mulheres a conquistar autonomia econômica. Programas de capacitação e incentivo ao trabalho, como o Mais Renda, Minha Renda, a Feira com Elas, a Padaria Artesanal, o Terras para Elas e tantos outros, têm permitido que muitas transformem talento e esforço em renda, garantindo mais independência para si e mais segurança para suas famílias.

Outro passo importante foi criar medidas de proteção para quem enfrenta as consequências mais duras da violência. Hoje, temos Casa da Mulher Maranhense em Imperatriz, Caxias, Itapecuru-mirim, Balsas, Barra do Corda e Presidente Dutra, além de uma Casa da Mulher Brasileira em São Luís. E, em breve, teremos Casas da Mulher Maranhense em 18 regionais.

Outra ação extremamente relevante foi a instituição do auxílio destinado a crianças e adolescentes que perderam suas mães em casos de feminicídio – uma forma de garantir que tenham apoio para reconstruir seus caminhos.

A ideia, que virou lei por uma indicação da deputada estadual Daniela, nasceu depois de conhecermos a história de Luís Fernando e seus irmãos, da cidade de Pedro do Rosário. Eles perderam a mãe, vítima da violência do companheiro. O relato emocionante viralizou nas redes e originou uma das ações mais fortes de nosso governo, que vem conseguindo reduzir o número de feminicídios no estado. Em 2025, registramos uma redução de 27% no número de casos.

Neste Dia Internacional da Mulher, mais do que prestar homenagem, é preciso reconhecer o papel decisivo de cada uma. E a importância disso vejo em casa, com as mulheres da minha vida: minha mãe, dona Heloísa; minha esposa Larissa; minha filha Lethicia e minhas irmãs Roseane e Heloísa Helena. Presentes e determinantes.

O certo é que, onde quer que estejam, as mulheres transformam realidades e seguem sendo uma das maiores forças de construção do Maranhão. E quem conhece este estado de perto sabe muito bem que o futuro que estamos construindo hoje nasce exatamente dessa força.

Muito mais do que um “parabéns”, fica aqui o nosso “muito obrigado”.

O senador Weverton Rocha (PDT) afirmou que as tentativas de diálogo para resolver o impasse político no Maranhão continuarão nas próximas semanas. A declaração foi feita durante evento de filiação do PDT estadual realizado em São Luís.

Segundo o parlamentar, as conversas para tentar recompor a base política no estado podem se estender até junho, período próximo às convenções partidárias que antecedem as eleições.

Apesar das dificuldades, Weverton afirmou que as negociações ainda seguem abertas. O objetivo, segundo ele, é buscar um entendimento político que permita a formação de um grupo alinhado em torno do projeto eleitoral no estado e da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Disputa política no estado

O senador também comentou a possibilidade de rearranjos políticos no Maranhão diante das discussões entre diferentes grupos. O impasse político no Maranhão envolve, entre outros pontos, a definição das alianças que irão compor o palanque do presidente Lula no estado.

Weverton afirmou que Lula pretende ouvir as lideranças locais antes de tomar decisões sobre o cenário político maranhense.

Segundo ele, o presidente tem indicado que irá dialogar tanto com o PT quanto com os demais aliados antes de definir a estratégia eleitoral no estado.

Relação com o grupo de Brandão

Durante a entrevista, o senador destacou que parte das lideranças petistas no Maranhão tem demonstrado preferência por manter aliança com o grupo político liderado pelo governador Carlos Brandão.

Weverton afirmou que o governador tem mantido boa relação com o presidente Lula e que essa proximidade pode contribuir para a construção de um palanque político forte nas eleições.

Segundo ele, a formação dessa aliança poderia envolver diversas lideranças políticas do estado, incluindo a ex-governadora Roseana Sarney, o ministro André Fufuca e a presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Iracema Vale.

Possível aproximação entre PT e Braide

Nos bastidores políticos, também cresce a avaliação de que o grupo ligado ao ex-governador Flávio Dino pode se aproximar do prefeito de São Luís, Eduardo Braide.

Caso essa composição avance, uma das hipóteses discutidas é que o vice-governador Felipe Camarão, filiado ao PT, dispute uma vaga ao Senado em uma eventual chapa liderada por Braide.

Apesar dessas possibilidades, Weverton afirmou que ainda há espaço para diálogo e que o foco permanece na tentativa de construir uma aliança política ampla no estado.

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (5), a Operação Farândola, com o objetivo de desarticular esquema de caixa dois eleitoral e de corrupção eleitoral no município de Caxias.

A investigação revelou que recursos não contabilizados foram utilizados para financiar o oferecimento de vantagens ilícitas e a realização de gastos paralelos por candidatos durante o pleito eleitoral.

Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, expedidos pela 19ª Zona Eleitoral, com diligências realizadas nos municípios de Caxias/MA e de São Luís/MA. O esquema investigado baseava-se na atuação de um operador financeiro interposto, responsável por receber e por distribuir valores a mando de candidatos eleitos ao cargo de vereador durante o pleito de 2024.

O objetivo das medidas é a apreensão de dispositivos eletrônicos, de documentos, de registros contábeis informais, de valores em espécie e de outros elementos capazes de comprovar a origem e a destinação dos recursos ocultos.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral e de corrupção eleitoral.

Ação começa em Codó com reforço à segurança alimentar e apoio ao produtor rural

No próximo dia 12 de março, o município de Codó dará início às ações de 2026 do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) com a entrega de 700 Cestas Verdes, totalizando 20 toneladas de produtos oriundos da agricultura familiar. A ação marca oficialmente o lançamento do programa no município neste ano.

A iniciativa tem como objetivo garantir alimentos de qualidade para pessoas em situação de insegurança alimentar, com prioridade para famílias acompanhadas pelos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). Além dos CRAS, a unidade recebedora Comunidade São José também participará da distribuição, atendendo beneficiários por meio de seus programas sociais.

O PAA é executado pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), instituição federal responsável pela compra dos produtos diretamente dos agricultores familiares, com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Após a aquisição, os alimentos são destinados às unidades recebedoras, que realizam a distribuição às famílias em situação de vulnerabilidade social.

O Programa de Aquisição de Alimentos tem como principal finalidade promover o acesso à alimentação adequada e, ao mesmo tempo, fortalecer a agricultura familiar, incentivando a produção local e garantindo geração de renda para pequenos produtores.

Em Codó, a ação será realizada pela CONAB em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, com apoio da Prefeitura Municipal de Codó, por meio das Secretarias Municipais de Agricultura e de Desenvolvimento Social.

Com a entrega das Cestas Verdes, o município reforça o compromisso com a segurança alimentar e com o fortalecimento da produção rural, beneficiando diretamente agricultores familiares e centenas de famílias codoenses em situação de vulnerabilidade.

Assessoria de Comunicação

O tabuleiro político de 2026 no Maranhão começa a ganhar contornos mais nítidos e, apesar do burburinho nos bastidores, a realidade é simples: apenas dois nomes assumiram publicamente a condição de pré-candidatos ao Governo do Estado. São eles: Orleans Brandão e Lahesio Bonfim.

Todo o resto, até aqui, é apenas especulação.

Do lado governista, Orleans surge como o nome respaldado pelo atual chefe do Executivo estadual, Carlos Brandão. Não se trata apenas de articulação de bastidor: o grupo já colocou a pré-candidatura na rua, com direito a evento marcado, data definida e estratégia clara.

O pré-lançamento acontece no próximo dia 14 de março, às 17h, no Multicenter Sebrae, em São Luís. O movimento sinaliza que o Palácio dos Leões trabalha com planejamento e antecedência na construção da sucessão estadual. Orleans, portanto, não apenas é citado como possível candidato – ele está oficialmente colocado e em ritmo de pré-campanha.

Na outra ponta do espectro político, Lahesio Bonfim também não deixa margem para dúvidas. Ex-prefeito de São Pedro dos Crentes e segundo colocado na última disputa estadual, ele reafirma sua intenção de concorrer ao Governo.

Com forte identificação com a direita maranhense e recall eleitoral consolidado, Lahesio se posiciona como o principal nome da oposição até o momento. Sua pré-candidatura dá forma a um campo oposicionista que já tem discurso, base e estratégia em construção.

E os outros?

Enquanto Orleans e Lahesio assumem publicamente seus projetos, outros nomes seguem orbitando no noticiário político sem qualquer confirmação oficial.

É o caso do prefeito de São Luís, Eduardo Braide. Apesar dos rumores recorrentes sobre uma possível candidatura ao governo estadual, Braide não fez anúncio, não sinalizou movimento concreto e tampouco apresentou gesto político que confirme a intenção. Por ora, seu nome permanece no campo das conjecturas.

Outro que tenta se apresentar como alternativa é Felipe Camarão. No entanto, até aqui, não há desenho claro de apoio político estruturado nem mesmo dentro do seu próprio partido, o PT, que fragiliza qualquer narrativa de pré-candidatura consolidada.

Na política, existe uma diferença importante entre estar no jogo e ser apenas citado como possível jogador. Pré-candidatura se constrói com posicionamento público, agenda, articulação e disposição para enfrentar o debate.

Hoje, objetivamente, o cenário é este: duas pré-candidaturas oficialmente postas ao Governo do Maranhão — Orleans Brandão e Lahesio Bonfim.

O restante, ao menos por enquanto, segue restrito ao terreno das especulações e dos cálculos silenciosos de bastidor.

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Posto Priscila: Km17, BR 316, Codó-MA
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Posto Priscila: abastecimento com excelência