‘PEC da Blindagem’: o que diz a proposta que trata de investigações contra deputados e senadores

Câmara dos Deputados

A mudança nas regras para investigação contra deputados federais e senadores voltou à pauta da Câmara dos Deputados nesta semana. O assunto foi retomado em reunião entre o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL) e os líderes de bancada do parlamento federal na última terça-feira (27).

A retomada da discussão acontece pouco mais de um mês depois dos deputados federais Carlos Jordy (PL-RJ) e Alexandre Ramagem (PL-RJ) serem alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre os endereços dos parlamentares que foram alvo da Polícia Federal, estão os gabinetes de Jordy e de Ramagem na Câmara dos Deputados — eles foram alvos das operações Lesa Pátria e  Operação Vigilância Aproximada, respectivamente. Líder da Oposição na Câmara dos Deputados, Jordy é inclusive um dos defensores das mudanças.

Uma das principais alterações propostas trata exatamente dos mandados de busca e apreensão contra congressistas. A proposição pretende estabelecer uma nova regra na qual seria necessária a autorização do Congresso Nacional para a execução dos mandados.

Alterações nas normas que tratam do foro por prerrogativa de função — conhecido como foro privilegiado —, além da definição de novas regras a respeito do acesso aos inquéritos policiais, também estão no radar dos defensores da proposição — apelidada de ‘PEC da Blindagem’.

QUAIS AS MUDANÇAS PROPOSTAS?

O texto ainda está em construção e deve ser apresentado como Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pelo deputado Rodrigo Valadares (União-SE). Por enquanto, ele tenta angariar apoio à proposição, já que são necessárias 171 assinaturas para apresentar uma PEC no Congresso Nacional.

O principal ponto defendido pela proposta é a determinação de que parlamentares federais não poderão ser alvo de mandados de busca e apreensão durante o recesso legislativo — como foram os casos das operações contra Jordy e Ramagem.

Isso porque seria necessária a autorização da Mesa Diretora do Senado Federal ou da Câmara dos Deputados — a depender de qual cargo ocupado pelo parlamentar investigado — para que a autoridade policial possa executar os mandados de busca e apreensão.

Ainda segundo o texto da proposição, a Mesa Diretora terá até 10 dias para analisar o pedido de busca e apreensão, que poderá ser negado. A necessidade de autorização começa a valer antes mesmo da posse do parlamentar, sendo necessária a partir da diplomação do eleito.

Outros pontos ainda podem ser acrescentados no texto da PEC. Um deles trata do acesso dos parlamentares aos inquéritos policiais no qual são investigados. A intenção é que a proposta autorize acesso “amplo e irrestrito” aos inquéritos, inclusive aos trechos sigilosos.

O acesso poderia ocorrer, inclusive, antes dos mandados de busca e apreensão e das análises de materiais apreendidos — o que pode impedir a produção de provas durante a investigação.

Líder do União Brasil na Câmara dos Deputados, Elmar Nascimento (BA) disse que o acesso garante “a ampla defesa”. “Não pode ter sigilo para a parte, que não pode ser processado sem saber do que está sendo acusado, sem saber as provas que tem. Senão, como ela pode se defender? É cumprir o devido processo legal”, disse em entrevista ao O Globo.

OUTRAS PROPOSIÇÕES EM ANÁLISE

Estas, contudo, não são as únicas mudanças legislativas sob análise do Congresso Nacional. As medidas propostas pela “PEC da Blindagem” somam-se a outras que já tramitam no parlamento federal. Uma delas trata de mudanças a respeito do foro por prerrogativa de função, mais conhecido como foro privilegiado.

O instrumento constitucional prevê prerrogativa do Supremo Tribunal Federal para julgar processos contra deputados federais e senadores, desde que as ações tenham ocorrido durante o mandato dos parlamentares e tenham relação com o cargo exercido por eles.

Está em tramitação, no Senado, um texto que propõe o fim do foro privilegiado em casos de investigações contra parlamentares por crimes comuns. Contudo, alguns parlamentares defendem que mesmo as análises de crimes relacionados aos mandatos devem começar em instâncias inferiores do Judiciário, como o Tribunal Regional Federal (TRF). A meta é ter mais possibilidade de recursos, já que, antes de chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF), os casos passariam ainda pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ).

Outra PEC que também trata sobre investigações contra congressistas teve requerimento apresentado para desarquivamento no final de fevereiro. A PEC 3/2021 — também apelidada de “PEC da Blindagem” ou “PEC da Impunidade” quando tramitou na Câmara dos Deputados no início de 2021 — foi apresentada após um congressista ser alvo de investigações. Naquele ano, o então deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) foi preso em flagrante após ser alvo de mandado de busca e apreensão.

A proposta teve um início de tramitação relâmpago. Ela chegou à Câmara dos Deputados no dia 24 de fevereiro de 2021, mesmo dia em que foi votada — e aprovada — a admissibilidade da proposta. A perspectiva é de que a análise de mérito seja feita já no dia seguinte, dia 25 de fevereiro, no plenário da Casa.

Contudo, sem acordo entre as maiores bancadas e com mobilização de setores da sociedade contra a proposição,  acabou sendo remetido à comissão especial, onde acabou não avançando.

A PEC 3/2021 restringe os casos nos quais parlamentares podem ser presos em flagrante, além de estabelecer que estes devem permanecer sob custódia da Polícia Legislativa, e não da Polícia Federal como ocorre atualmente. A Polícia Legislativa também passaria a acompanhar, obrigatoriamente, quaisquer mandados de busca e apreensão efetuados nas dependências do Congresso Nacional.

A proposição também limita os poderes do STF. Ela determina, por exemplo, que quaisquer decisões que “interfiram no mandato parlamentar”, como mandado de prisão contra um congressista, só poderão ser feita em determinação do plenário do STF, ficando vedadas decisões monocráticas — apenas de um ministro do Tribunal — ou mesmo vindas de uma das Turmas do Supremo.

Também ficariam proibidos os afastamentos de parlamentares dos mandatos por decisão judicial.

Aliados de Luís Amovelar disseram que o líder ia retirar a candidatura de Aryana para apoiar o nome de Lourdinha, porém ficaram surpresos com a decisão da vereadora de rompimento.

A presidente da Câmara de Vereadores de Coroatá, Lourdinha Pereira(PCdoB), anunciou o rompimento com o grupo do prefeito Luís Amovelar Filho(PT). O anúncio foi feito durante a sessão da Câmara na última quinta-feira (29).

Lourdinha é pré-candidata a prefeita e esperava contar com o apoio do prefeito Luís Filho ao pleito de 2024. No entanto, o grupo Amovelar deu “prioridade a Aryana Amovelar, para sucedê-lo, gerando conflito na base.

Aliados de Luís Amovelar disseram que eles estavam reunidos com secretários, vereadores, o líder Movelar e partidos para informar que retirariam a candidatura de Aryana para apoiar o nome de Lourdinha, porém ficaram surpresos com a decisão da vereadora de rompimento.

O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou na última sexta-feira (1°) mais 15 acusados de participação nos atos golpistas de 8 de janeiro do ano passado.

Por maioria de votos, os ministros aplicaram penas que variam entre 14 e 17 anos de prisão aos acusados, que respondem pelos crimes de associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Todos são acusados de participação nos crimes de associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

O julgamento foi realizado na modalidade virtual, na qual não há deliberação presencial, e os ministros inserem os votos no sistema eletrônico do Supremo até o fim do julgamento.

Desde o início dos julgamentos dos envolvidos no 8 de janeiro, o Supremo condenou cerca de 100 investigados.

Por entender haver indícios de fraude e/ou manipulação de resultados, no dia de hoje, 01/03/2024, autos do processo de nº 0600010-08.2024.6.10.0053 foi proferida decisão determinando a suspensão de pesquisa realizada pelo Instituto DATAVOX do Estado da Paraíba, sobre o cenário político do Município de Paraibano-MA.
Segundo o que consta na decisão, o Instituto, bem como o grupo político que o contratou ou qualquer outra pessoa, está proibido de divulgar qualquer pesquisa com alteração de resultados, que não retrate a realidade do cenário político de Paraibano, sob pena de multa diária de R$ 5.000,00 e crime de desobediência.
A pesquisa seria divulgada neste domingo, 03 de março de 2024.

 

A Universidade Estadual do Maranhão (Uema) abriu as inscrições para o Concurso Público destinado ao provimento de vaga(s) no Cargo de Professor da Carreira do Magistério Superior, voltado para atendimento ao Centro de Ciências da Saúde (CCS), especificamente para o Curso de Medicina Bacharelado.

O período de inscrições está aberto e irá até o dia 8 de abril de 2024. Os interessados devem observar o edital completo, incluindo as áreas/subáreas específicas de atuação, detalhadas no Apêndice A.

Para realizar a inscrição, os candidatos devem seguir os seguintes passos, conforme o cronograma estabelecido no Apêndice A:

1. Acessar o site oficial https://concursoseseletivos.uema.br/;
2. Clicar no link ‘Faça Login’;
3. Preencher o cadastro com os dados pessoais;
4. Preencher o requerimento de inscrição;
5. Gerar o boleto bancário no endereço eletrônico mencionado;
6. Efetuar o pagamento do boleto em qualquer agência do Banco do Brasil ou nos seus correspondentes bancários até a data constante no cronograma.

É importante que os candidatos estejam atentos a todas as etapas do processo seletivo, bem como aos prazos estabelecidos, a fim de garantir sua participação de forma efetiva.

Foi distribuída ao ministro Flávio Dino uma ação protocolada na última quarta-feira, 28, pelo Solidariedade no STF contra as atuais regras de escolha de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA).

Por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, o partido questiona a idade máxima para a inscrição de candidato à vaga, a votação aberta para a escolha e a exigência de apoio de pelo menos um terço dos deputados para se considerar válida uma candidatura.

“Tais regras de composição das vagas do TCE/MA estão violentando de maneira clara e frontal o texto da Constituição Federal, como se passa a demonstrar”, diz a legenda na petição ao Supremo.

O partido pede a declaração de inconstitucionalidade de artigos da Constituição do Maranhão que tratam da idade máxima e da forma de votação, além da suspensão do artigo 2º do decreto da Assembleia que exige apoio de pelo menos 14 deputados para o registro de candidatura.

“Alternativamente, caso não sejam concedidas as medidas requeridas, a paralisação do processo de escolha de membro do Tribunal de Contas do Maranhão até o julgamento final da Ação Direta de Inconstitucionalidade”, finaliza.

Candidatura

A ação do Solidariedade foi protocolada após o deputado estadual Carlos Lula (PSB) lançar sua candidatura à vaga do conselheiro Washington Oliveira – que anunciou na semana passada a antecipação da sua aposentadoria para o dia 1º de março.

Em discurso na terça-feira, 27, o socialista questionou exatamente os mesmos três pontos levados ao STF pela sigla.

Manobra

A ação – em linha com o pensamento de Carlos Lula e aliados na Assembleia – tem sido visto como uma manobra para tentar causar embaraços à indicação do advogado Flávio Costa como novo conselheiro.

Ele é considerado o preferido do governador Carlos Brandão (PSB) para o posto, e já recebeu declarações públicas de apoio da deputada Mical Damasceno (PSD) e da própria presidente da Casa, deputada Iracema Vale.

Retificação

Também na quarta-feira, a presidente Iracema Vale (PSB), publicou em edição extraordinária do Diário da Assembleia retificação ao edital de abertura de prazo para registro de candidaturas.

O novo documento atualiza a idade máxima para inscrição, passando de 65 para 70 anos. E reafrima que, de acordo com o Decreto Legislativo nº 151/90, votação será secreta.

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